Há pelo menos dez anos que ele virou queridinho das nutricionistas e celebridades. Não é difícil ler alguma dica de alguma artista querida, que espalha aos sete ventos como ele ajudou ela a emagrecer.

Na nossa busca por uma alimentação e um estilo de vida mais saudável, o óleo de coco tem lugar garantido nas dietas mais divulgadas. Mas será que ele é capaz de ajudar tanto assim?

Em primeiro lugar, o óleo de coco não é para todas. Enquanto um litro de óleo de girassol ou de soja custa em torno de R$ 4,00, um pote pequeno, com mais ou menos 200 ml de óleo de coco custa perto de R$ 12,00 (pelo menos, e se você não for comprar no Hortifruti ou no Mundo Verde).

E pior ainda: em estudos recentes, foi comprovado que grande parte da sua composição nada mais é do que as odiosas gorduras saturadas, aquelas que são responsáveis pelo aumento do colesterol, que causam no final das contas o entupimento das artérias do nosso corpinho, e que podem causar enfarto.

Sim, a coisa é séria.

Tem gente que coloca ele no café para dar um boost na dieta. Ou então, cozinhando as suas receitas favoritas. Mas o óleo de coco pode não ser tão bom assim.
Fonte: Instagram

Karin Michel, epidemiologista americana (especialidade médica que estuda doenças graves e que atingem um grande número de pessoas), em pesquisa na Universidade Harvard (a toda poderosa e uma das mais famosas do mundo), nos Estados Unidos, concluiu em seu estudo que por volta de 80% do que está ali no pote só vai fazer mal pra nossa saúde.

O assunto está chegando num tamanho tão grande, que até os órgãos que cuidam da saúde dos americanos (no Brasil seria mais ou menos como a Anvisa) estão recomendando à todas as pessoas que evitem esse óleo. Seja in natura (quando a gente não modifica ele), ou colocando um pouquinho na nossa receita preferida.

De onde veio a fama

Nos últimos anos, o óleo de coco virou queridinho das dietas, o que ajudo a fazer a sua fama.
Fonte: Instagram

O óleo de coco ganhou fama depois que nutricionistas, no Brasil e no mundo, afirmaram que ele seria um elemento termogênico, aquele que faz a temperatura do nosso corpo aumentar e, com isso, ajuda a queimar calorias mesmo enquanto a gente não está fazendo nada. Seria o sonho de consumo: perder aquele culote enquanto faz uma maratona de Netflix.

Mas a grande verdade é que, geralmente, quando a gente abraça o óleo de coco na nossa rotina de alimentação, ele não vem sozinho. Sai o Mc Donald’s, entram mais saladas. Frutas no lugar do refrigerante. Água de coco em vez da cerveja sagrada do final de semana. Daí que vem o resultado. A gente faz uma forcinha pra encarar uma atividade física e ter uma vida mais equilibrada.

Ou seja: basicamente, o óleo está ali só pra fazer a gente gastar mais dinheiro, já que ele se aproveita de todas as mudanças que a gente faz na nossa rotina, e fica com a fama só pra ele.

Se ele é #fail, o que eu posso fazer?

A gente não precisa gastar um dinheirão para manter a saúde em dia. Bons hábitos podem trazer mais benefícios que a dieta da moda.
Ilustração: Maria Luziano

Primeiro de tudo, vamos lembrar que a nossa ideia aqui é fazer bem pro nosso bem estar. Eu não estou e ninguém deveria estar em busca do “corpo ideal”, já que na nossa opinião, o corpo ideal é o nosso, mas cheio de energia e saúde.

Ao invés de investir o nosso suado dinheirinho em algo que não tem seus resultados garantidos e, pior ainda, pode até fazer mal, por que não investir em uma rotina esperta e que é satisfação garantida?

Um prato colorido assim, no almoço ou no jantar, é garantia de saúde em dia.
Fonte: Saúde Brasil

* invista em alimentos naturais: não estamos falando de orgânicos (embora eles sejam realmente melhores, mas muitas vezes não rola de colocar na mesa porque eles são muito mais caros), mas ao invés de encarar um refrigerante geladinho pra aliviar o calor, por quê não fazer uma limonada marota?

* prefira descascar do que desembrulhar: ao invés de preparar um prato de miojo quando a fome chegar, mas a preguiça atrapalhar, prefira fazer um macarrão sagaz. Eu sei, eu sei, a gente não descasca o macarrão. Mas aqui a ordem é preferir os alimentos que exigem algum preparo, do que simplesmente esquentar alguma coisa muito industrializada e cheia de produtos químicos. Isso sim vai te fazer mal. E lembre-se, se o miojo demora 3 minutos pra ficar pronto, com mais 6 a gente tem um macarrão delicinha!

Ao invés de um copão de refrigerante, por quê não investir em uma fruta fresquinha?
Fonte: Clarin.com

*água menina, muita água! Você se lembra da aula de ciências lá no começo da nossa adolescência? Então. Foi ali que a gente aprendeu que mais de 75% do nosso corpo é água pura. E pra ele se manter em ordem, a gente precisa hidratar ele. Uma dica? Se o seu xixi de manhã está muito escuro ou com um cheiro forte, isso significa que você precisa beber mais água!

* e por último, a regra do prato colorido: quanto mais cores no seu prato, mais saudável ele é. A gente tem nutrientes diferentes em cores diferentes. Por mais que você não goste muuuuuito do sabor, folhas verde escura por exemplo são carregadas de ferro, e ajudam a gente a dar um gás na nossa rotina.

Fique atenta. Sempre tem uma dieta ou um produto da moda que todo mundo fala que faz milagre. Mas em se tratando do nosso corpo e de ter uma vida saudável, é melhor apostar na sabedoria de vó e naquilo que a natureza oferece pra gente, de mão beijada!

Fontes: Instituto de Prevenção e Tumores da Faculdade de Epidemiologia da Universidade de Freiburg e Faculdade de Saúde Publica de Harvard

 

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