Há pouco tempo no mundo das influenciadoras digitais e da moda, Barbarhat Sueyassu já mostrou que tem uma mensagem a passar.

Aos 23 anos, ela é formada em psicologia e trabalha como influenciadora há apenas 8 meses. Mas, antes, já inspirava muitas pessoas através das redes sociais. Para saber mais sobre a história de Barbarhat, leia nossa entrevista exclusiva abaixo.

Imagem: @barbarhat

Você foi diagnosticada com vitiligo ainda na infância. Isso afetou sua autoestima de alguma forma?

Fui diagnosticada aos 4 anos. Não chegou a afetar minha autoestima, por conta de muito amparo familiar e psicológico que tive desde a infância. Nunca quis que o vitiligo não fizesse parte de mim, sempre enxerguei ele como algo inerente.

O que te motivou a investir no trabalho como influenciadora e falar abertamente sobre sua condição?

O que me motivou foi basicamente a minha história positiva com o vitiligo. Encaro o vitiligo como uma expressão artística na minha pele e não como um castigo ou algo de conotação negativa. Acredito que o vitiligo ainda é uma condição estética muito marcada pela ignorância e preconceito social.

Por isso vesti a camisa de suportar e ajudar as pessoas que ainda não conseguem aceitar essa condição e ainda não vivem uma vida que vale a pena ser vivida, ou seja, aquela que você é 100% você mesma, independente de como você seja.

Barbarhat posando para campanha da marca Miss Pink.

Como você começou a trabalhar como modelo?

Comecei fazendo trabalhos de empresas locais, em Londrina-PR e, após meu primeiro trabalho, tomei gosto em modelar.

Acho que a fotografia e a publicidade foram duas coisas que mudaram a minha vida totalmente. Uma vez que eu achava o vitiligo algo normal, após a fotografia passei a considerá-lo além do normal, enxerguei como algo INCRÍVEL que havia em mim mesma!

Nós já falamos no site sobre a modelo Winnie Harlow e como ainda existe pouca representatividade para pessoas com vitiligo na mídia. Você acha que isso está mudando com o tempo?

Está sim! Hoje em dia vejo pessoas com vitiligo aparecendo um pouco mais nas redes sociais e na mídia e para mim isso é maravilhoso! Quero que tenham cada vez mais pessoas nesses meios, não só com vitiligo, mas com outras condições estéticas e físicas diferentes, para que as crianças cresçam com a possibilidade de que tudo é possível.

Imagem: @barbarhat

Você recebe mensagens de meninas que se inspiram em você e no seu trabalho?

Recebo muitas mensagens, diariamente! É gratificante e lindo ver o progresso de aceitação de tantas pessoas, inclusive homens. Eu sempre falo para elas que minha rede é de apoio mútuo, ajudando essas pessoas, estarei ajudando a mim também.

Você disse que seu sonho é ser psicóloga e ajudar pessoas. Você pretende seguir apenas essa carreira no futuro ou também quer continuar trabalhando como modelo/influenciadora?

Agora, digo que é um dos meus sonhos. Após tanta mudança na minha vida, vejo que tenho mais sonhos. Hoje, pretendo conciliar a ação transformadora da Psicologia com a influência digital.


“O padrão de beleza é o seu próprio, nenhum outro”

Muitas pessoas têm dificuldade em aceitar as próprias condições de pele ou outras características fora do “padrão”. Você tem algum conselho para elas?

Sempre digo que a gente não se transforma sem a ajuda do outro. Portanto, é necessário que nos apoiemos em pessoas em que nos identificamos, aquelas que lutam lutas parecidas com as nossas, que se pareçam com a gente.

A aceitação é um processo, ela é diária, não algo que já se tem. É fundamental buscarmos referências e até ajuda profissional, como a terapia, que no meu caso fez toda diferença, para que futuramente possamos caminhar com as próprias pernas nos variados contextos. O padrão de beleza é o seu próprio, nenhum outro!

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