Ajak Deng nasceu no Sudão, cresceu na Austrália e atualmente vive em Nova Iorque.A top model bombou no mundo da moda há quase 1 década, quando foi descoberta ainda na escola.

O desfile que marcou sua presença no mercado foi o Fashion Week de Melbourne, na Austrália. Desde então ela já desfilou para grifes importantes como Louis Vuitton, Givenchy e Jean Paul Gaultier.

Ajak Deng em capa da Vogue

Para Ajak, a infância não foi leve como para outras crianças.

Sua família foi vítima da guerra civil no Sudão do Sul, que os levou a fugir para um campo de refugiados no Quênia, onde passaram três anos. Depois de perder a mãe para a malária (doença sem cura), o governo australiano transferiu sua família para Melbourne quando ela tinha 11 anos, e esse foi o começo de sua jornada na passarela.

Observando o tipo físico da modelo –  corpo esculpido, tom de pele impressionante e traços marcantes – você logo imagina que a carreira de modelo foi predestinada para Ajak. No entanto, o sonho da garota era na verdade lutar no exército.

Top Model Ajak Deng

Em entrevista, Ajak conta:

“Eu queria me juntar ao exército, mas meus professores do Kurunjang Secondary College me disseram que não era para mim.

Eles sabiam que eu adorava viajar e gostavam de moda e sugeriram a carreira de modelo, e desde então eu não olhei para trás “.

Ajak é muito difícil de esquecer, e você provavelmente já a viu em um editorial de revista ou invadindo a passarela durante a semana de moda.

Apesar disso, como de costume em qualquer setor, sua raça representa um problema, já que ela não é contratada tanto quanto outros modelos brancos.

Para protestar contra isso, em fevereiro de 2016, a modelo anunciou em um post no Instagram (agora deletado) dizendo:

“Eu estou feliz em anunciar que eu estou oficialmente terminando minhas relações com a indústria da moda, estou voltando para a Austrália para viver a vida que eu mereci, que é a vida real. Eu não posso mais lidar com as falsificações e as mentiras. … Minha vida é curta demais para essa vida dramática “.

Precisamos de mais modelos como essa sacudindo a mesa para que os modelos negros recebam o merecido reconhecimento pelo trabalho profissional e árduo.

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