Há algum tempo, falamos aqui na Rio Magazine sobre um editorial 100% brasileiro chamado Minha Cicatriz. Ele foi fotografado pelas irmãs Takeuchi, para a revista Glamour, com mulheres que aceitaram suas cicatrizes e não tinham vergonha de mostrá-las.

Recentemente, a princesa Eugenie, do Reino Unido, também tomou uma decisão importante ao escolher um vestido de noiva que mostrasse sua cicatriz nas costas.

Princesa Eugenie em seu vestido de noiva

O decote foi pedido da princesa, que passou por uma cirurgia aos 12 anos para corrigir um problema de escoliose. Ela disse em uma entrevista que foi uma maneira de apoiar jovens que podem ter o mesmo problema. “Eu acho que podemos mudar o que é a beleza e você pode mostrar às pessoas suas cicatrizes, eu acho que é muito especial você apoiar isso”, disse Eugenie sobre a escolha do vestido.

E foi neste movimento de aceitação que a fotógrafa britânica Sophie Mayanne se inspirou para começar uma série de fotografias intitulada “Behind The Scars” ou “Por trás das Cicatrizes”, onde ela retrata mulheres ao redor do mundo que aceitaram suas cicatrizes.

Imagem: Sophie Mayanne

A fotógrafa conta em entrevista à Elle que a série nasceu em abril de 2017, com o intuito de criar algumas fotografias que explorassem a trajetória de vida de uma pessoa, mostrando suas cicatrizes e a história por trás delas. “Beleza é algo que sempre me interessou, e eu gosto de encontrar beleza que pode ser ignorada”, conta Mayanne.

O projeto cresceu e, atualmente, a fotógrafa encontra muitas outras mulheres dispostas a compartilhar suas histórias: “Eu capturo a vulnerabilidade, resiliência, beleza e ideias das pessoas e consigo mostrar suas histórias de uma maneira incrível. Ser capaz de mostrar a alguém uma nova imagem delas mesmas, através de uma câmera, tem um impacto — e a coragem delas ajuda outras pessoas também.”

As fotografias mostram mulheres que passaram por dificuldades, mas mantiveram a força e a beleza. Aos 25 anos, a modelo Elly foi diagnosticada com câncer de ovário. Ela fez 3 meses de quimioterapia e passou um total de 22 horas em operações, até ficar curada. Ao invés de deixar que sua cicatriz a afastasse da carreira de modelo, ela a aceitou e utilizou como uma marca pessoal e inspiração para outras mulheres.

Piera. Imagem Sophie Mayanne

A designer Piera mostra nas fotografias o resultado de um transplante que não foi bem-sucedido. Ela conta que durante a faculdade usava roupas que cobrissem a marca e até mesmo seus amigos mais próximos nunca viram sua cicatriz. Hoje, ela tenta aos poucos se aceitar e conta que cada pessoa passa por uma jornada diferente para isso.

Samantha. Imagem: Sophie Mayanne

Já a modelo Samantha relata que ficou paraplégica aos 14, por conta de um acidente com um revólver. Apesar de tudo, diz que suas cicatrizes apenas fizeram ela ficar mais forte e empoderada. “Eu trabalho na indústria da moda representando pessoas que têm limitações, mas não são limitadas”, conta a modelo.

Na página do Instagram da fotógrafa é possível ver muitas outras histórias de mulheres e homens inspiradores. E você, o que achou das fotografias?

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