Ao longo dos anos, várias mulheres lutaram e ainda lutam pela conquista de direitos básicos ao redor do mundo. Por exemplo, você sabia que a igualdade entre homens e mulheres foi reconhecida apenas em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial?

Essa e outras conquistas apenas foram possíveis por causa de mulheres que lutaram abertamente pelo que acreditavam. Pensando nisso, a revista Harpers Bazaar decidiu homenagear algumas mulheres que, além de fazerem história na vida real, também fizeram parte de algumas das fotografias mais icônicas da história.

Mulher protestando em público, 1969

O ensaio “Momentos que importaram” foi fotografado por Zoey Grossman e contou com as atrizes Uzo Aduba, Katie Holmes e a ativista Ieshia Evans como estrelas das fotografias.

Katie Holmes interpreta uma mulher protestando por igualdade, em frente a uma loja de departamento em São Francisco, 1969. Você já deve ter ouvido falar das mulheres que queimavam os sutiãs em público nos anos 60 e 70. Esse protesto era usado como um símbolo de independência das normas sociais naquela época.

Foto recriada com Katie Holmes. Imagem: Zoey Grossman

Nos anos 60 e 70 as mulheres começaram a deixar o papel de donas de casa e entrar para o mercado de trabalho. Claro, com isso elas passaram a enfrentar atitudes machistas diariamente e o movimento de libertação feminina cresceu.

“Quando eu vi a foto, amei a alegria que podemos ver no rosto dela, uma sensação de liberdade”, disse a atriz Katie Holmes no vídeo dos bastidores da sessão de fotos.

Uzo Aduba recriando a imagem do primeiro dia de aula de Charlayne Hunter-Gault. Imagem: Zoey Grossman

Já a atriz Uzo Aduba, reencenou a imagem de Charlayne Hunter-Gault cercada por repórteres. Charlayne foi a primeira mulher negra a entrar para a Universidade da Geórgia, em 1961, e foi a primeira pessoa negra a se formar pela universidade, em 1963.

Em pleno movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, Charlayne se tornou um ícone na luta pelo direito das pessoas negras de estudarem nas mesmas universidades que os brancos, o que antes era proibido por lei. Após se formar, ela se tornou repórter do jornal The New Yorker e, até hoje, é reconhecida como uma grande jornalista americana.

“É uma caminhada muito solitária. Estes são momentos reais, que o meu povo lutou para que eu tivesse o prazer e o privilégio de reencenar”, disse Uzo Aduba sobre a fotografia.

Ieshia Evans recriando o momento em que foi presa. Imagem: Zoey Grossman

A revista também convidou a ativista Ieshia Evans para recriar a própria foto do momento em que foi presa durante um protesto no ano de 2016.

Ieshia protestava pelo movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), após uma onda de violência policial contra pessoas afro-americanas.

Foto original de Ieshia Evans, 2016. Imagem: Jonathan Bachman

Ela foi presa porque entrou na avenida contra as ordens dos policiais, porque, em suas palavras, queria ver os rostos daqueles que estavam de acordo com aquele comportamento violento.

“A primeira coisa que eu ouvi foi “você estava tão em paz”. Não tinha nada de paz naquele momento. Não havia medo no meu corpo, porque eu estava brava”, contou Ieshia para a revista. De qualquer maneira, sua fotografia virou um marco da onda de protestos daquele ano e Ieshia se tornou uma ativista contra a violência nos EUA.

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