Me lembro como se fosse ontem,  um amigo perguntando se o motorista de táxi tinha me “molestado”, e eu respondendo horrorizada que tinha sido apenas um incômodo, mas nada nesse nível.

Molestar, do espanhol incomodar, foi a primeira de muitas confusões idiomáticas na minha primeira viagem.

Esperei anos para finalmente colocar meu espanhol em prática, e antes que você me pergunte, aprendi em um livro que minha avó trocou por 60 selos do jornal do bairro. 

Como esquecer dos táxis verdinhos, dos sanduíches de presunto do Chaves em qualquer loja de conveniência, e mais ainda, como esquecer do início dessa realização, quando ela era apenas um sonho. 

O México é um país que mora na imaginação e no coração de qualquer brasileiro que nasceu nos anos 90.

Quem nunca se derreteu por Carlos Daniel Bratcho ou chorou com todas as Marias de Thalía que atire a primeira pedra.

E a realidade deste país tão encantador, não é nada decepcionante, pelo contrário, ele surpreende tudo que você possa ter imaginado.

Desde seus monumentos históricos de uma beleza indescritível, suas praias exuberantes de águas azuis turquesa, sua gastronomia de tirar o fôlego, até seu povo amável e alegre, o México é mesmo apaixonante. 

Pirâmides de Teotihuacán, o lugar com a energia mais incrível que já conheci

Foi no finado Orkut que recebi um “scrap” do meu então booker internacional.

Dizia: “Me ligue para falar sobre o México.” 

Já foi suficiente para eu me despedir de amigos e família, e sair por aí de mala e curvex, dando a notícia.

Foram noites e mais noites acordada, fazendo planos, pensando naquela mensagem que tinha chegado ao meu coração sonhador com uma avalanche de emoções.

Primeiro trabalho no México

Acho que nunca na vida eu desejei tanto algo. 

Meu vôo saiu de São Paulo, rumo ao infinito de sonhos e oportunidades que esperavam por mim. 

Desse dia em diante, minha história nunca mais seria a mesma.

Eu conheceria e me apaixonaria pela terra onde hoje querem construir muros, mas que no meu coração, só construiu pontes.

Tive que viajar com 3 chapéus desses na cabeça, porque não couberam na mala. Imaginem a encrenca . México, 2008

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