Refugiados, agora modelos internacionais.

Modelos internacionais contam um pouquinho do passado e as dificuldades de sobreviver nos Estados Unidos e na Europa.

Quem vê o mundo da moda como um universo artificial e fútil, não vê histórias como essa. Histórias de transformação de vidas e pessoas.

O vídeo foi gravado pela Vogue e está em inglês, mas nós traduzimos as falas principais, que você pode ler logo abaixo!

Shanelle Nyasiase

Shanelle veio do Sul do Sudão para Paris, onde trabalha como modelo atualmente.

Shanelle cresceu entre milhares de meninas que sonham em ser como Naomi Campbell, modelo negra conhecida mundialmente.

Ela vivia no Quênia e fugiu de casa aos 14 anos, pois seu pai queria que ela se casasse de maneira forçada e tivesse filhos com um homem que ela não queria.

Ela foi parar em um abrigo de crianças e jovens que a ajudou a ir para a America.

Shanelle: As pessoas me tratam de maneira diferente, sempre. Em qualquer lugar que eu vá, os seguranças sempre vão me parar e fazer milhões de perguntas, ninguém acredita que sou uma fashion model e vim do sul de Sudão, que já morei no Quênia e agora estou aqui.

Angok Mayen

Angok: Eu já não conto as pessoas o que eu faço, qual é minha profissão. Eles pensam que eu sou dona de casa e algum homem me sustenta, as vezes ganho algum dinheiro.

Mal sabem essas pessoas que Angok já trabalhou para marcas gigantes da indústria.

Angok Mayen - Modelo do Sul do Sudão. Atualmente em Nova Iorque.

Angok Mayen - Modelo do Sul do Sudão. Atualmente em Nova Iorque.

Angok Mayen – Modelo do Sul do Sudão. Atualmente em Nova Iorque.

George Okeny

Com 7 anos, George deixou o Sudão como refugiado para o Egito.

Foi encontrado pelas agências de moda pelas redes sociais.

Acabou embarcando para Nova York com 30$ no bolso e nada mais. Até os trabalhos surgirem, ele sobreviveu comendo pão e nada mais.

George narra uma situação em que não pôde entrar no avião para fazer uma campanha da GUCCI em outra cidade, pois seu visto tinha expirado. Isso aconteceu pois ele possuía seus documentos em árabe, então ele era automaticamente considerado terrorista.

Ele tentou renovar os documentos inúmeras vezes, mas sempre acaba sendo rejeitado.

 


Cada um desses jovens traz consigo a sua história, sua bagagem emocional e a esperança de um futuro melhor.

Hoje eles almejam ser grandes exemplos para as próximas gerações de jovens refugiados e sem expectativas.

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