Nos dias de hoje, as redes sociais são uma parte importante da nossa vida. Através delas nos comunicamos, podemos conhecer pessoas novas e compartilhar nossas ideias e interesses. Mas, como tudo tem seu lado ruim, você provavelmente já presenciou uma situação de cyberbullying, quando uma pessoa ofende outra através da internet.

Não é novidade que artistas e pessoas públicas sofrem esses ataques diariamente, e foi assim que a grife Diesel teve a ideia de transformar algo tão desagradável em moda. Intitulada “Hate Couture”, um trocadilho com “Haute Couture” que significa alta-costura, a campanha tem como lema “Quando mais ódio você usa, menos você se importa”.

Ativistas, modelos e artistas como Nicki Minaj, Gucci Mane, Bella Thorne, Barbie Ferreira, Bria Vinaite e Tommy Dorfman foram convidados a utilizar peças da grife com comentários ofensivos estampados. Esses comentários são reais e foram deixados nas redes sociais das estrelas da campanha, que compartilharam a pedido da marca para a confecção das peças.

Barbie Ferreira. Imagem: Divulgação

Barbie Ferreira, modelo plus size e ativista do movimento body positive, usa na campanha uma camiseta com a palavra “gorda” estampada. Ela disse em um depoimento no Instagram que quanto mais as pessoas se importarem com o ódio enviado pela internet, mais ele continuará. “Aceite seus defeitos, suas diferenças, o ódio que você recebe e use ele”, disse a modelo.

Tommy Dorfman. Imagem: Divulgação

O ator e ativista da causa LGBT, conhecido pela série “13 Reasons Why”, Tommy Dorfman, usa uma jaqueta escrito “faggot”, uma palavra ofensiva usada para se referir a um homem homosexual. A atriz Bella Thorne, veste uma camiseta escrito “slut”, ironizando os comentários ofensivos que recebe por já ter namorado homens e mulheres. Nem mesmo a própria Diesel escapou dos comentários e lançou peças com a frase “Diesel está morta”.

Já a escolha de Nicki Minaj, usando uma jaqueta com a frase “The Bad Guy”, para fazer parte da campanha não foi muito bem recebida por algumas pessoas, já que recentemente a rapper recebeu críticas por usar linguagem homofóbica nas músicas do seu último álbum.

A modelo e cantora Amber Rose, também criticou a grife, citando que ela já havia feito um movimento muito parecido em 2015, quando participou de um tapete vermelho com um macacão com diversas ofensas escritas. “É extremamente frustrante quando marcas são “inspiradas” pelo movimento e pegam minha história real de vida e a usam como uma ferramenta de marketing”, disse Amber em seu Instagram.

Bella Thorne. Imagem: Divulgação

Apesar das críticas, a Diesel já é reconhecida por se posicionar a favor da diversidade e da inclusão. Em 1995, quando existia uma política de esconder pessoas LGBT dentro dos serviços militares nos Estados Unidos, o próprio fundador da Diesel, Renzo Rosso, e o fotógrafo David LaChapelle criaram uma propaganda icônica com dois marinheiros se beijando.

Recentemente, o diretor criativo da grife, Nicola Formichetti, incluiu modelos com deficiência e também transgêneros em suas campanhas, além de se posicionar fortemente contra as políticas do presidente Donald Trump.

Ao final da campanha “Hate Couture” a grife irá doar parte da renda da coleção para a Fundação Only the Brave, que tem programas ao redor do mundo contra o bullying e o cyberbullying. E você, o que achou da campanha?

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Digite seu comentário
Digite seu Nome