O que eu vou ser quando crescer?

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Eu sou tão perdida nesse negócio de talento que não sei se sou boa em muita coisa ou ruim em quase tudo. É aquilo do copo meio cheio e meio vazio né?! Que você vê de diferentes maneiras dependendo do dia. 

Me lembro de não ser boa em matemática nem em química. De não dominar história nem biologia. Mas eu sabia escrever, e quem escreve tem o dom de contar a própria história. Talvez narrar o mundo seja o meu talento.

Eu já contei pra vocês de onde eu vim, e até já dei pistas de pra onde planejo ir, mas hoje eu quero falar do agora. E o meu agora, tem um desespero imensurável de me encontrar no mundo.

Eu, que de tudo já fiz um pouco, sinto que me falta muito. 

Chega um momento no qual fazer o que eu preciso, já não faz tanto sentido. A palavra EU, do latim ego, já diz tudo. Servir a seus próprios interesses não causa impacto, não deixa legados, não muda vidas. 

E é preciso viver para fazer a diferença. É preciso que para pelo menos um ser humano, você se torne inesquecível, assim quando nos formos, não vamos evaporar na liquidez de nossa vã existência, mas deixaremos uma semente do que fomos um dia.

Um dia li um texto que comparava a existência humana na terra á um globo de espelho, esses de discoteca. Cada um de nós representa um quadradinho do globo. Se um espelhinho cai, o globo como um todo brilha um pouco menos. 

O meu hoje me diz que para me cuidar, preciso cuidar de nós. Diz que posso escrever sobre meu passado e reescrever o meu futuro, desde que no dia de hoje, eu use minhas palavras que contam o que fui e o que serei um dia, para mudar vidas.

Se eu pudesse voltar no tempo, quando alguém me perguntasse o que eu queria ser quando crescer, eu teria respondido que figurativamente eu queria mesmo era ser GRANDE. 

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