Ainda me lembro como se fosse ontem, a primeira vez que vi a torre Eiffel.

Paris era um sonho tão grande que quando se realizou parecia que já era verdade. Entrei naquele avião como quem pega o Caxias-Central, sem esperar absolutamente nada, e apenas quando passei embaixo dela, da imponente dama de ferro, que minha ficha caiu de verdade.

Eu não estava em Paris, mas Paris estava em mim. E quem conhece a cidade sabe, ela rouba seu coração de uma tal maneira, que você nunca mais será capaz de tira-la daí.

Nem as pirâmides de Teotihuacán, nem a Times Square, ou sequer as ilhas gregas, chegarão a ocupar esse espaço em você, que a Paris pertence. As noites que você passa vendo o pôr do sol em Montmartre grudam feito tatuagem.

Das caminhadas pelo rio Senna, comendo crepes de Nutella que mais pareciam infinitos, ao profissionalismo dos franceses. Das tardes na Laduree com minha companheiras de casa, de profissão e de sonhos e nossas corridas incansáveis para chegar em todos os castings em uma cidade onde linhas de metrô e escadas pareciam não ter fim.

Eu sei que quando estiver bem velhinha e minha vida se estiver a esvair, e minha memória já não funcionar como antes, eu me lembrarei de cada detalhe de Paris.

Até parece que foram as inúmeras visitas ao Louvre e a tarde no museu de Versalhes que construíram minha história. Talvez tenham sido as caminhadas naquelas ruas e pontes que te fazem sentir como em um filme. Ou os trabalhos com vestidos de verdadeiros gênios da moda que te fazem sentir como uma verdadeira princesa do século XXI. Ou o quanto os franceses foram amáveis comigo nas ruas, indo contra qualquer prognóstico.

Em Paris, você não vive, você sonha a cada esquina. E só quem sonhou Paris sabe que o que o torna inesquecível, não é apenas ter estado lá, mas o tempo que você passou sonhando.

Continue sonhando, porquê são os sonhos, que vão tornar sua realização inesquecível.

Acredite! Sempre!

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